Sítio em Salesópolis ganha 290 nativas para neutralizar emissões

Em um vale rodeado pelas montanhas do Parque Estadual da Serra do Mar, o Sítio Chão D’Água é uma referência em cultivos agroecológicos, produção de mel e promoção das frutíferas da Mata Atlântica. Sua localização em área de nascentes, em Salesópolis (SP), reforçou a escolha do sítio para uma importante ação de plantio do projeto Pomares Mata Atlântica, do Instituto AUÁ, e da Oficina do Carbono, visando neutralizar emissões que provocam o aquecimento global.

A ação aconteceu no dia 19 de outubro com técnicos das organizações e as lideranças da SBIM – Sociedade Brasileira de Imunizações, que realizou ali a neutralização de carbono de seu maio evento anual. A SBIM é uma organização científica com profissionais de diversas áreas do conhecimento que atuam com foco na implementação do Programa Nacional de Imunizações. Foram plantadas 292 mudas de espécies nativas, equivalendo a aproximadamente 1,8 mil metros quadrados de área reflorestada.

Segundo Vera Vaitekunas, gestora da Oficina do Carbono, as empresas buscam cada vez mais as ações de plantio, por iniciativa voluntária ou por determinação do novo Código Florestal. “Em um país de dimensões continentais, em que grande parte do território é de áreas degradadas e improdutivas, a ação de plantio de espécies frutíferas que vêm sendo redescobertas pela população, agrega características extraordinárias ao processo de neutralização, gerando um ciclo virtuoso que poderá gerar milhares de hectares reflorestados nos próximo anos”, opina Vera.

Por seu histórico de projetos de neutralização de carbono com foco socioambiental, a Oficina do Carbono foi escolhida para realizar a gestão do processo, que abrange o cálculo das emissões, a ação social adequada, a documentação e o acompanhamento do plantio por dois anos.

Já o Pomares Mata Atlântica caberá a restauração ecológica produtiva em si, através do plantio de mudas nativas frutíferas em áreas degradadas, pois além da recuperação ambiental, promoverá renda para o pequeno agricultor que acolher o projeto. Os técnicos do Instituto também promovem o envolvimento dos participantes com a causa da Mata Atlântica, realizando oficinas como a de bombas de sementes promovida no último dia 19.

“É necessário promover toda a cadeia da restauração para que as empresas efetuem a correta neutralização de carbono através de ações socioambientais”, complementa Vera.

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