“Nativas para o Ecomercado” do Instituto AUÁ vence Desafio Ambiental WWF-Brasil

O trabalho desenvolvido com as comunidades produtoras de frutos nativos para o plantio e o fortalecimento do ecomercado como estratégia de conservação, pelo Instituto AUÁ foi premiado no final de setembro pelo Desafio Ambiental do WWF-Brasil, que homenageou as iniciativas mais inovadoras no campo da restauração dos biomas brasileiros.

A Associação Rede de Sementes do Xingu foi o primeiro colocado, seguida do Instituo AUÁ de Empreendedorismo Socioambiental e o terceiro lugar para a Universidade Federal de Viçosa. “Recebemos 130 propostas que envolvem a sustentabilidade ambiental e cerca de 118 que de fato promovem a restauração, de pequena à larga escala em diversos estados brasileiros, com autoria de diversas origens como universidades, centros de pesquisa, ONGs, pessoas físicas, produtores rurais, povos indígenas, etc.”, explicou Leda Tavares, especialista em conservação do WWF-Brasil e líder desse projeto.

O Instituto AUÁ teve seu projeto de abertura de mercado unida aos pomares da Mata Atlântica premiado devido ao trabalho integrado de unir a ponta do consumo com a expansão do uso de nativas no campo, sempre cultivos agroecológicos.


Atualmente, já são cerca de 60 produtores agroecológicos, 15 prefeituras, 12 pesquisadores científicos, 50 estabelecimentos gastronômicos, 20 mercados varejistas, 3 indústrias, diversas ONGs e comunidades simpatizantes, nos municípios do entorno da Serra do Mar, do Vale do Ribeira ao Vale do Paraíba, envolvidos com a conservação das espécies nativas da Mata Atlântica, articulados pelo Instituto AUÁ. Como resultado para a Mata Atlântica, os sistemas agroflorestais vêm permitindo a conservação da paisagem nestes municípios, incluindo a recuperação de nascentes e mananciais.

“Ficamos muito felizes em saber que somos um modelo inspirador, pois o reconhecimento do trabalho do AUÁ mostra que estamos no caminho certo: é possível quebrar paradigmas e mudar a cultura das pessoas para a valorização das espécies da Mata Atlântica. Os guardiões do Cambuci e das frutas nativas, que atuam na produção no campo, merecem juntos essa homenagem. Esperamos que a restauração ecológica com agroflorestas nativas revele-se cada vez mais uma alternativa econômica para esses produtores, trazendo a Mata Atlântica de volta e permitindo uma verdadeira descolonização cultural a partir das espécies brasileiras”, ressaltaram Gabriel Menezes e Ana Cecília Bruni, do Instituto AUÁ, que representaram a ONG na final.

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