Onde Acontece

 

Clique e veja a programação completa da Rota Gastronômica do Cambuci 2016


Mogi das Cruzes

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Mogi das Cruzes, cujo nome em tupi significa rio das cobras, é um município banhado pelo rio Tietê, numa região de planalto coberto por neblinas. Daí, a presença também de um de seus principais atrativos, o Parque das Neblinas.

Hoje, é um dos grandes produtores de Cambuci do Estado de São Paulo, com destaque para produtos como os licores e compotas do agricultor Zé Ferro, e as trufas de cambuci de Ritinha.

O distrito de Taiaçupeba, tornou-se também o ‘caçula’ da Rota do Cambuci, em 2011, por seu enorme potencial, com represas, cachoeiras e áreas preservadas de Mata Atlântica. Ali, é servido um dos pratos mais atraentes de Mogi, o lanche de pernil com molho de Cambuci, resgatando a memória do caçado cateto, tão presente na região


Vila de Paranapiacaba (Santo André)

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Antiga vila inglesa, hoje considerada entre os cem monumentos mais importantes do mundo (World Monuments Fund), Paranapiacaba encontra-se no alto da serra com vista panorâmica para o mar. Está situada no município de Santo André, mas possui identidade singular, com suas casas de madeira em ruas planejadas, o antigo relógio e a estrada de ferro que deu origem ao povoado.

Com patrimônio arquitetônico e cultural tombados, abriga também o Parque Natural das Nascentes de Paranapiacaba, e vem perpetuando a cultura do cambuci graças à tradição oral e às receitas de família. Por isso, ainda em 2004 já acontecia ali a primeira Festa do Cambuci e, em 2009, quando a Rota foi oficialmente inaugurada, a vila tornou-se sua “manjedoura”.

Hoje, nos dias do festival, todos os bares, restaurantes e pousadas participam do evento, oferecendo seus cardápios à base do fruto.


Rio Grande da Serra

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A cidade está envolta por uma extensa vegetação de Mata Atlântica, fechada e úmida, o que faz do município um grande atrativo para os turistas. Integra a chamada Região do Grande ABC e seu nome deve-se à proximidade com a Serra do Mar.

A infusão de cambuci com cachaça, inventada por tropeiros que passavam por estas terras rumo ao planalto de Piratininga, ainda é mantida nas famílias, que plantam pés de cambuci nos quintais das casas. Assim, a cidade já realizava seu próprio Festival Gastronômico ainda em 2006, com receitas que concorriam a melhor bebida, melhor doce, salgado e receita exótica, todos com o fruto.

Com esse histórico, surgiu ali a primeira Cooperativa de Produtores de Cambuci e seus Derivados do Brasil (Cooper Cambucy da Serra), que produz o cambuci curtido em cachaça, o frisante chamado Ice, além de geleia, pão de mel, alfajor, mousse e outros.


Parelheiros (São Paulo)

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Em 2010, São Paulo aderiu à Rota do Cambuci, abrindo o festival no bairro de mesmo nome, e iniciando uma importante história de revitalização do local onde o fruto foi parte da vida diária dos habitantes.

No Cambuci moraram personalidades como Alfredo Volpi, Monteiro Lobato ou Jânio Quadros, e também ali teve origem o trabalho da Incubadora de Projetos Sociais da Prefeitura, que por muitos anos apoiou a Rota e permitiu o plantio de dezenas de cambucizeiros no bairro.

Além disso, na zona sul da cidade, nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Bororé-Colônia e Capivari-Monos, o cultivo e a valorização do cambuci vem ganhando força. Na Ilha do Bororé é possível encontrar a tradicional pinga com o fruto, além do “fricassê de cambuci com tilápia” inventado pela dona do Bar do Peixe. Mas o mais antigo é o Bar São Sebastião, que há 70 anos oferece a tradicional pinga.


Salesópolis

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Ainda em 2008 e 2009, Salesópolis realizava seus festivais do cambuci & frutas nativas, com concursos gastronômicos e apoio ao desenvolvimento de produtos em parceria com agricultores, artesãos, cozinheiros e comerciantes.

Ali também nasceu o projeto “Rota Dória – Sabores, Aromas e Poderes”, com resgate histórico do uso do fruto na alimentação, na região em que os tropeiros descobriram os poderes curativos do cambuci. A rota turística remonta ao período da escravidão, e parte da Baía de Castelhanos, em Ilhabela, até o Casarão Senzala, em Salesópolis.

A cidade conta também com o Parque Nascentes do Tietê, onde o rio brota, a Barragem de Ponte Nova e a Usina Parque (museu, com trilhas), a Igreja Matriz e o Casarão do Café.


Paraibuna

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Banhado pelo rio Paraibuna, o vilarejo nascia ainda em 1666, sendo a antiga trilha dos índios Tamoios e, posteriormente, das tropas que subiam e desciam a serra. Sua situação geográfica é privilegiada, entre a capital e o litoral norte, e possui forte vocação para o turismo, com sua cultura caipira e culinária regional, além de história e festividades que se combinam aos encantos naturais do entorno.

Em 1950, um austríaco conhecido como “alemão” fabricou ali um xarope de cambuci, que se transformou numa marca da cidade, induzindo inclusive a geração de renda e o cultivo de pomares do fruto para o famoso xarope de Paraibuna.


São Lourenço da Serra

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Com uma população de 14 mil pessoas e importantes fragmentos de Mata Atlântica ainda preservados em seu interior, o município de São Lourenço da Serra é propenso ao desenvolvimento sustentável, com atividades que considera a rica biodiversidade local, a exemplo do Cambuci.

A 1ª edição da Rota do Cambuci na cidade aconteceu em 2014, quando os habitantes conheceram melhor a fruta que dá nos sítios da região, suas possibilidades de uso, bem como os negócios locais com produtos à base do fruto: Rancho Inhame Bravo, com licores, geleias, trufas, Cambuci em conserva salgada e diferentes antepastos de berinjela e de abobrinha, ambos com Cambuci, e também pela Cia. das Cachaças de São Lourenço, a cachaça aromatizada do fruto, a Doçaria Artesanal, com geleias, doces, chutney e a bebida nastoyka, de origem russa a base de vodka e cereja, em versão Cambuci, assim como o empreendimento Panelas da Lu, com geleias e trufas.

O interesse em cultivar o fruto na região tem aumentado com essa visibilidade, ampliando as perspectivas de oferta do fruto e derivados.


Ribeirão Pires

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O nome de Ribeirão Pires provém do termo indígena “Caaguaçu” que significa “mata fechada”, em alusão à presença das florestas nativas da região. Apesar do crescimento, o município ainda mantém mais de 50% de cobertura vegetal, reforçando a importância da valorização do Cambuci, já bastante conhecido pelos habitantes.

A cidade já possui quatro produtores trabalhando com os produtos do fruto: Estrela do Campo, Chocolateiras, Cabusales e De Mais, e em 2014 recebeu a primeira edição do Festival do Cambuci, fortalecendo o pertencimento local ao coletivo de municípios comprometidos com o fruto.

Uma pesquisa realizada durante o festival permitiu constatar que o público valoriza a programação cultural e a variedade de produtos à base do fruto.


Bertioga

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O município de Bertioga é marcado por importantes remanescentes de Mata Atlântica no litoral paulista, e Unidades de Conservação que resguardam esse patrimônio, a exemplo do Parque Estadual Restinga de Bertioga. Por isso, a Rota do Cambuci chega à cidade, no Parque dos Tupiniquins, e de forma inédita em 2014, associando-se ao 1o Festival da Mata Atlântica, com a ideia de sensibilizar moradores e visitantes para a agricultura e a gastronomia sustentáveis no bioma.

Ali, já é desenvolvido um interessante programa chamado “Quintais da Mata Atlântica”, que fomenta a criação de pomares nos quintais das casas dos moradores e resgata o cultivo de espécies nativas da Mata Atlântica, possibilitando a geração de renda.


Natividade da Serra

Natividade da Serra possui uma relação estreita com a Rota do Cambuci, desde os primeiros passos para a concepção da iniciativa, contando também com uma expressiva produção do fruto em sua área rural. Dos quase 7 mil habitantes, 4 mil vivem na zona rural e muitos produzem xaropes e cachaças à base do fruto. A produção está crescendo, abrindo possibilidades de geração de trabalho, pois necessita de mão de obra na colheita e no beneficiamento dos produtos.

O município incentiva o plantio, buscando qualificação e organização dos produtores, e um bom exemplo dele é o produtor Paulo Nakanishi e sua família. Moradores do bairro da Favorita, possuem mais de 1 mil pés de Cambuci plantados, depois de quase terem imigrado para o Japão em 2008, quando participaram de um workshop do Cambuci que os levou a mudar de ideia e iniciar o plantio do fruto.


Caraguatatuba

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Além de participar da Rota do Cambuci e seus festivais, este município guarda boa parte dos remanescentes de floresta da Serra do Mar, especialmente no Núcleo Caraguatatuba do Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), com ricas fauna e flora endêmicas.

A divulgação do Cambuci nos festivais vem permitindo sensibilizar a sociedade local, tanto para a preservação das Unidades de conservação, quanto as comunidades do entorno do parque, que percebem a importância do uso sustentável dos recursos naturais locais, incluindo o plantio de Cambuci.

Os produtores rurais já produzem cachaça de qualidade e a partir do fruto e chocolates com aromas naturais. Também preservam importantes nascentes de água, que irão formar os mananciais que abastecem toda a região.