Orgânicos frescos e nutritivos em receitas para novos hábitos do Abrigo Butantã!

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O último dia 12 de janeiro foi inusitado para as crianças e educadores do Abrigo Butantã, pois a cozinha da casa começou a receber os 130 itens orgânicos vindos diretamente de agricultores da Banca Orgânica. Esses alimentos, de maior valor nutritivo e mais saborosos que os convencionais, correspondem a 13 cestas orgânicas doadas pelos associados da Banca, as quais costumam ser suspensas no período de férias.

O serviço de acolhimento, que funciona por meio de uma parceria entre a Cruzada Pró-Infância e a Prefeitura de São Paulo, acredita que a educação para novos hábitos alimentares pode transformar a vida dos jovens, como explica a diretora Silmara Marazzi, nesta entrevista para o Instituto Auá.

P – Por que educar as crianças sobre o valor do estão comendo?
Silmara – A mudança de hábitos alimentares é uma questão de todos, é preciso sensibilizar crianças, jovens, educadores e cozinheiros do abrigo. Assim, montamos juntos o cardápio da casa, sempre buscando equilibrar proteína, grãos, vegetais e carboidratos. Há infinitas possibilidades… porque não fazer o kibe assado ou a batata com ricota, ao invés de fritá-los? Muitos adolescentes já trazem hábitos pouco saudáveis, então nosso esforço é sempre propor experimentarem, além de trabalhar a educação das famílias, as quais frequentemente chamamos para almoçar com as crianças. Aos poucos, vão mudando o paladar, sentindo o sabor dos alimentos não industrializados… é emocionante ver as crianças pedindo vitaminas de fruta ao invés de refrigerante!

P – Conte um pouco mais sobre como realiza essa educação alimentar.
Silmara – É preciso ter criatividade na hora de preparar as receitas, fizemos o “sal com ervas” (com menor quantidade de sal e mais sabor), a “lasanha de berinjela” que é um dos pratos preferidos de todos, e até o “dia sem carne” pois há proteína também nos vegetais. Além disso, é possível usar ingredientes de forma diferente, muitos gostam mais do brócolis misturado ao arroz, por exemplo, enquanto o molho do macarrão pode ser feito com beterraba e cenoura, ao invés de tomate, o que garante maior disposição de Ferro.

P – De que forma as cestas da Banca ajudam nesse processo de mudança?
Silmara – As cestas aumentam a chance de novas receitas pois tem alimentos que muitos não conheciam, como o tomatinho cereja e vários tipos de alfaces, como roxa, frisé e americana. Aproveitamos para pedir os itens mais diferentes e fazer as crianças terem contato com eles. Uma das meninas da casa, de 1 ano e meio, ficou curiosa sobre a alface americana ser lisa, deixamos ela ajudar e isso despertou a vontade de provar.

 

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