Crianças do abrigo Butantã ganham cardápio com alimentos da Banca Orgânica

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Chega o fim do ano e nada mais comum do que a mudança de hábitos alimentares devido às viagens de férias. É nesta época que muitos consumidores sementes da Banca Orgânica – tecnologia do Instituto Auá que facilita a entrega de alimentos do produtor diretamente ao consumidor – suspendem suas cestas orgânicas devido às viagens, reduzindo a demanda por produtos que garantem a renda do pequeno agricultor. Agora, esses alimentos frescos e sem veneno irão compor a dieta de crianças e jovens que vivem em instituições de acolhimento.

A parceria terá início no Abrigo Butantã, que atende 20 crianças e adolescentes em situação de risco social, por meio da aproximação entre a Banca Orgânica e o Instituto Fazendo História – organização que atua desde 2005 junto a abrigos para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, visando a transformação de sua própria história – e que abriu o contato com o abrigo.

E como a parceria irá funcionar? As cestas semanais com até 15 itens orgânicos que cada consumidor semente suspender, serão doadas pelo Instituto Auá para o abrigo, permitindo que o agricultor local continue cuidando do cultivo e da colheita e planejando sua produção. E ganham, principalmente, as crianças e adolescentes que terão um cardápio mais saudável, conforme os alimentos orgânicos são mais nutritivos, livres de agrotóxicos e responsáveis por prevenir doenças.

“Essa parceria reforça o papel social do empreendimento, permitindo com que mais pessoas tenham acesso a alimentos naturais e nutritivos. No caso das crianças e jovens, isso fortalece ainda mais o esforço de educação alimentar realizado pela equipe do abrigo, aliando-se ao trabalho educativo do Instituto Auá. E os associados sementes destinam suas cestas a quem precisa!”, enfatiza Ana Cecília Bruni, coordenadora de comunicação do Instituto Auá.

A agricultura orgânica e agroecológica trabalha respeitando os ciclos naturais de cada alimento e o que a natureza oferece nas diferentes estações, além de preservar rios, nascentes, solo e a biodiversidade local. Já são mais de 20 famílias de agricultores do Sítio Novo Mundo, em Ibiúna e pequenos agricultores de Santo Antonio do Pinhal e da Mantiqueira trabalhando com a Banca Orgânica.

Apesar do desafio de se reduzir a alimentação baseada em produtos industrializados, principalmente doces e refrigerantes, é possível inserir alimentos saudáveis no cardápio infantil de forma atraente. É a opinião de Silmara Marazzi, coordenadora geral do abrigo, que diz realizar um sonho com as cestas orgânicas e a chance de pesquisar receitas com alimentos frescos e saborosos. No abrigo, eles já cultivam temperos e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) em vasos para fins educativos, e com os orgânicos ampliam-se as possibilidades de falar aos jovens sobre o valor do meio ambiente.

O abrigo Butantã existe desde 1997 e nasceu do movimento Cruzada Pró-Infância, responsável por mobilizar recursos para a assistência, a educação e a proteção de mães e crianças, ainda em 1930. Hoje, a missão do abrigo é promover e defender os direitos da criança, em parceria com a Prefeitura de São Paulo.

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